«Em cada texto e em cada fotografia há amor à terra», comenta a coordenadora da unidade de educação ambiental da Sociedade Portuguesa de Vida Selvagem (SPVS), Ana Lúcia Silva.
Os concursos de fotografia, “Serra da Malcata Instantes”, e de poesia e prosa, “Serra da Malcata em Palavras”, da SPVS, em colaboração com a Reserva Natural da Serra da Malcata (RNSM), tiveram como propósito «divulgar a região, os valores naturais e as tradições. Não abrangem só a Serra, mas toda a Rede Natura 2000», revela Ana Lúcia Silva. A isto, a coordenadora acrescenta que «o objectivo era que as pessoas transmitissem o amor pela região e divulgassem os valores naturais e culturais. O concurso não se baseava só na fauna e na flora, mas também nas pessoas e nas tradições. Em suma, queríamos que nos dessem a conhecer a região».
Inseridos num programa mais abrangente, a três anos, e que termina no final de 2008, os concursos «são as actividades que temos para a população em geral. Pode não parecer uma actividade de educação ambiental típica, mas cada participante teve de estudar, teve de observar a Serra da Malcata. É importante ver o que cada um aprendeu e transmitiu aos outros», adianta a coordenadora.
Dificuldade de escolha
Entre 22 participantes, 13 no concurso de fotografia e nove no de poesia e prosa, Ana Lúcia Silva, um dos membros do júri, considera que a escolha dos vencedores foi difícil. «Há pessoas que escrevem muito bem e na fotografia há pessoas que deviam continuar a investir», confessa a coordenadora.
A selecção dos trabalhos vencedores, adianta, «não foi feita tanto em critérios técnicos, mas com base na mensagem que poderia tirar-se: o que divulgavam da região, se nos fazia querer vir aqui…».
Além dos três lugares cimeiros em cada concurso, houve ainda menções honrosas e lembranças para todos os participantes. Os ocupantes do pódio tanto de fotografia como de literatura receberam 100, 75 e 50 euros, respectivamente para o primeiro, segundo e terceiro lugares, oferta da SPVS.
No entanto, na cerimónia de entrega dos prémios, que decorreu no auditório municipal na tarde de domingo, 9 de Novembro, nem todos os participantes estiveram presentes, uma vez que houve trabalhos provenientes de localidades como Pinheiro da Bemposta ou de Alvaiázere, além de alguns do concelho do Sabugal ou de Penamacor. Bruno Cunha, vencedor do primeiro lugar no concurso de fotografia, foi um dos presentes e confessa que «é gratificante, não só pelo prémio. Sou um entusiasta da fotografia; é o primeiro prémio que ganho neste tipo de actividades e estou satisfeito». O fotógrafo, apenas por hobby, de 27 anos e de Penamacor, revela que «a fotografia foi tirada na Reserva da Malcata, quando estavam a fazer faixas de contenção para incêndios florestais, em Maio. Sou bombeiro e trago sempre a máquina atrás; por isso é que consegui captar este momento».
Os trabalhos podem ser vistos na sala de exposições temporárias do Museu Municipal do Sabugal.